01
  • ClienteBanco líder, República Dominicana
  • ViaVisa Consulting & Analytics
  • Ano2025
  • PapelLíder de projeto, mão na massa no diagnóstico
  • Duração28 semanas

Alavancando o negócio de cartões de crédito com um onboarding sem atrito para um banco líder do Caribe.

Um banco líder na República Dominicana queria a melhor experiência digital de onboarding de cartões do seu mercado: rápida para converter e feita para manter o cliente engajado muito depois. Liderei o redesenho ponta a ponta, do diagnóstico até o handover de governança de implementação e evolução contínua.

O desafio

Oferecer uma experiência de onboarding em linha com as melhores referências do mundo. Foi preciso redesenhar um processo regulado e técnico de ponta a ponta, unificar dois fluxos separados (crédito e débito) em um só, e fazer isso sem controle direto sobre a construção, que estava com as squads de entrega do próprio banco. O trabalho rodou como um núcleo de estratégia e design com foco em oferecer clareza para a implementação e a medição da performance.

A abordagem

Seis fases, do diagnóstico ao handover de governança. Um workshop presencial de três dias, jornadas do estado atual para crédito e débito, nove personas em um modelo de renda por digitalização, cerca de 78 pontos de dor agrupados em seis temas e uma auditoria heurística formaram a linha de base. Uma métrica norte, uma jornada futura unificada sobre oito hipóteses, um protótipo e a validação com usuários transformaram tudo isso em um plano que o banco poderia construir.

Principais achados

  • Parte dos cartões que eram solicitados mas nunca ativados falhava por questões logísticas, não pela experiência em si.
  • A maior parte da jornada não era medida, então o banco não conseguia melhorar o onboarding porque não sabia onde estavam os problemas.
  • Clientes que começam a usar o cartão mais cedo tendem a permanecer por mais tempo, aumentando o life time value. Isso sublinha a importância de um onboarding rápido e simples para o resultado do negócio.
  • A experiência se rompia em vários pontos: falta de informação, excesso de dados pedidos ao cliente e canais que não conversavam entre si.

O resultado

O banco saiu com um onboarding futuro validado com 18 usuários reais e julgado viável na prática, um sistema de métricas para conduzi-lo, um plano de desenvolvimento priorizado e a documentação para construir e operar tudo internamente. Duas ideias se destacaram nos testes: saber que você já está pré-aprovado antes de baixar o app, e um cartão digital instantâneo para incentivar o primeiro uso imediato.

O que foi entregue

  • Jornadas do estado atual e seis clusters de pontos de dor
  • Nove personas de cliente (renda por digitalização)
  • Auditoria heurística de usabilidade e benchmark de mercado
  • Métrica norte e dashboard de analytics do MVP
  • Jornada futura unificada com oito hipóteses validadas
  • Um plano de métricas completo da jornada, incluindo indicadores de experiência, performance e técnicos
  • Protótipo testado com 18 usuários, fit-gap e roadmap
  • Documentação de handover de governança
  • Estratégia de produto
  • Design de serviços
  • Pesquisa de UX
  • Métricas e governança

Cliente anonimizado sob confidencialidade.

02
  • ClienteHypera Pharma
  • ViaWEME
  • SetorFarmacêutica e saúde da mulher (FemTech)
  • Ano2024
  • PapelLíder de projeto e dono da tese de negócio
  • Duração12 semanas

Transformando o cuidado com a menopausa por meio de um negócio digital.

A Hypera Pharma queria evidências concretas antes de apostar em serviços digitais para mulheres na menopausa: um mercado grande e mal atendido no qual ela nunca havia entrado. Liderei o engajamento e fui dono da tese de negócio, do dimensionamento de mercado a um P&L completo, transformando uma pergunta em aberto em um plano pronto para investimento.

O desafio

A menopausa afeta uma fatia grande e crescente das mulheres brasileiras, mas o mercado é pouco explorado: sintomas tratados de forma isolada, pouca pesquisa e mulheres mal atendidas. A Hypera precisava de evidências consistentes sobre se um serviço digital para esse público era uma oportunidade real, o suficiente para embasar uma decisão de investimento e alinhar o negócio ao potencial de impacto positivo na saúde da mulher.

A abordagem

Design de serviços somado a business design. Pesquisa secundária e dimensionamento de mercado, depois trabalho de campo exploratório: entrevistas em profundidade, experimentos sociais, pesquisa quantitativa, testes de conceito e um teste de demanda ao vivo que levou anúncios a uma landing page, atraindo 1,2 mil mulheres com uma taxa de clique bem acima do benchmark da categoria. Isso alimentou quatro personas, um perfil de cliente ideal, o conceito da solução, um modelo de negócio definido e um P&L completo de três anos com unit economics e cenários.

Principais achados

  • Os sintomas são tratados de forma isolada, então a mulher faz uma peregrinação até chegar ao diagnóstico correto.
  • 75% das mulheres que procuram atendimento ficam sem tratamento ou o abandonam precocemente, seja por custo ou pela falta de uma abordagem holística.
  • Há uma sensação forte de estar sozinha e de não ser compreendida, que diminui no momento em que a mulher quebra o tabu de falar sobre o assunto e descobre que outras mulheres vivem o mesmo.

O resultado

A Hypera saiu com uma tese de risco reduzido e pronta para o board: demanda validada, unit economics que se sustentam e um P&L de três anos com um caminho claro para a lucratividade. Um go-to-market concreto e um modelo de execução em fases, no estilo "jet ski", deram ao negócio um caminho financiável para construir. Hoje, a solução está no ar em fase beta.

O que foi entregue

  • Dimensionamento de mercado (TAM–SAM–SOM) da oportunidade
  • Pesquisa exploratória e um teste de demanda ao vivo com 1,2 mil mulheres
  • Quatro personas e um perfil de cliente ideal
  • Conceito da solução e jornada de produto ponta a ponta
  • Modelo de negócio: assinatura (B2B/B2C), revenue share de produtos e consultas
  • P&L de três anos, unit economics e modelagem de cenários
  • Canais de go-to-market e um roadmap de execução em fases
  • Business design
  • Design de serviços
  • Dimensionamento e P&L
  • Go-to-market

Números confidenciais omitidos sob NDA.

03
  • ClienteRaízen (Shell + Cosan)
  • SetorEnergia
  • Ano2021
  • PapelLíder de projeto, ponta a ponta
  • Duração9 semanas

Redesenhando os serviços de pós-venda para escalar um negócio de energia renovável.

A operação de energia renovável da Raízen, uma joint venture da Shell e da Cosan, queria crescer de algumas dezenas de grandes clientes de energia para mais de mil. Sua operação de pós-venda, manual e fragmentada entre duas linhas de negócio muito diferentes, quebraria sob essa pressão. Meu trabalho foi redesenhá-la antes que isso acontecesse.

O desafio

Cerca de 40 clientes, processos manuais e o mandato de atender mais de 1.000 com a mesma equipe, dividida em duas linhas de negócio com lógicas muito distintas: o mercado livre de energia e a geração distribuída. O detalhe mais difícil: os processos críticos eram pouco documentados e densos em especificidades do setor, das obrigações regulatórias da CCEE ao faturamento no SAP e à precificação de longo prazo. Antes de desenhar qualquer coisa, era preciso tornar a operação atual legível.

A abordagem

Design de serviços como espinha dorsal. Entrevistas com stakeholders e clientes para construir os perfis de cliente, dez jornadas críticas mapeadas nas duas linhas de negócio e um workshop de futuro para cada uma. A experiência futura foi então amarrada à viabilidade técnica por um fit-gap, uma arquitetura-alvo e a especificação técnica completa, para que a visão pudesse de fato ser construída.

Principais achados

  • A operação era majoritariamente manual e se apoiava em poucas pessoas que detinham o conhecimento, então não sobreviveria à escala pretendida.
  • Os dois perfis de cliente queriam a mesma coisa acima de tudo, uma conta de energia menor, e nenhum deles estava disposto a passar por um processo difícil para isso.

O resultado

A Raízen saiu com um blueprint claro e acionável para uma plataforma de pós-venda escalável, detalhado o suficiente para virar uma RFP. A ambição de sair de 40 para 1.000 que abriu o projeto agora tinha um caminho concreto. Algo raro para um engajamento de nove semanas: um futuro que todo o negócio conseguia enxergar, precificar e executar.

O que foi entregue

  • 10 blueprints de serviço do estado atual, nas duas linhas de negócio
  • 10 jornadas futuras com blueprints de serviço em camadas
  • Mapa priorizado de funcionalidades da plataforma (MoSCoW)
  • Fit-gap técnico e arquitetura-alvo
  • RFP para a fase de implementação
  • Relatório consolidado de 123 páginas
  • Design de serviços
  • Business design
  • Pesquisa com stakeholders
  • Fit-gap técnico
04
  • ClienteIED São Paulo
  • SetorEducação e design
  • Ano2018
  • PapelFacilitador e designer estratégico
  • Duração6 meses

Imaginando o futuro de uma escola internacional de design.

O IED São Paulo, o campus paulistano do Istituto Europeo di Design, tinha passado anos ganhando eficiência. Era hora de voltar a ser ambicioso, sem perder a disciplina. Ajudei a escola a desenhar o que viria a seguir, com o aluno no centro.

O desafio

Traduzir um ciclo movido a eficiência em um futuro guiado pela experiência para 2019 a 2021, sem abrir mão dos ganhos operacionais. Isso significava reconciliar tensões reais: departamentos isolados contra a colaboração, o valor para o aluno contra a viabilidade da escola, e uma identidade criativa forte contra as exigências técnicas e de negócio do futuro do trabalho. Também significava conquistar o engajamento de quase trinta pessoas que precisavam se ver no plano.

A abordagem

Três fases: imersão, insights e proposição. Cerca de 27 entrevistas, 16 documentos estratégicos e um benchmark de escolas de vanguarda (Parsons, Kaos Pilot, Team Academy, School of Life). Um framework sob medida lia o "DNA" de cada curso contra os concorrentes em cinco eixos, alimentando uma jornada do aluno, um blueprint de serviço, um mapa de rede de valor e um framework de curso no formato de um canvas de modelo de negócio.

Principais achados

  • O público percebia a escola como genuinamente forte em arte e criatividade, diferente de outras instituições, uma fortaleza subutilizada que poderia ancorar o posicionamento.
  • Identificamos seis experiências-chave mínimas que todo curso deveria incluir para aumentar a atratividade.

O resultado

A nova liderança do IED Brasil recebeu tanto uma visão de futuro quanto um kit para conduzi-la sozinha: o framework de curso, um catálogo de mais de 40 práticas e um guia de coordenação. O pensamento de negócio que mais tarde definiria meu trabalho já estava ali, em um curso desenhado como um produto.

O que foi entregue

  • Diagnóstico de desafios de curto, médio e longo prazo
  • Framework de "DNA" de curso e análise competitiva
  • Jornada do aluno e blueprint de serviço em camadas
  • Mapa de rede de valor de atores internos e externos
  • Framework de curso: um canvas de modelo de negócio para programas
  • Catálogo de mais de 40 práticas de ensino e operação
  • Livro consolidado de 84 páginas
  • Design estratégico
  • Business design
  • Facilitação
  • Design de frameworks

Como eu trabalho

Eu transformo situações complexas em coisas que um negócio consegue construir e operar.

Mergulho em desafios complexos, estruturo o que ainda não está estruturado e desenho o caminho adiante com as pessoas que vivem o problema. Depois torno tudo tangível com modelos, ferramentas e times.

A

Estratégia em produto

Traduzir a visão em modelos de negócio, arquiteturas e roadmaps que entram no ar.

B

Estruturar o não estruturado

Entrar em domínios novos e densos, documentar o que falta e construir os frameworks que não existiam.

C

Pesquisa e síntese

Entrevistas, benchmarks e análises transformados em uma direção clara e compartilhada.

D

Facilitação e cocriação

Alinhar times com interesses e apostas diferentes em torno de um caminho comum.

E

Liderança mão na massa

Liderar e executar ao mesmo tempo. Um player-coach, perto do trabalho.

F

Entregar ferramentas, não só visão

Canvases, frameworks, métricas e playbooks que o time consegue tocar sozinho.

Vamos conversar

Tem um problema complexo que vale a pena resolver?

Assumo desafios de negócio, produto e inovação em que estratégia e execução precisam andar juntas. Me conte o que você está construindo.